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Entenda sobre a Tuberculose



Durante uma pandemia causada por um vírus que afeta o sistema respiratório humano, qualquer outra doença ou complicação que também afete este sistema, além do risco da doença por si só, aumenta consideravelmente a probabilidade de que a Covid-19 seja grave, caso uma pessoa venha a ser infectada.


Dentro deste cenário, abordaremos a seguir sobre a tuberculose, uma doença grave e infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch.


Curiosidade: Bacilos são bactérias em forma de bastonete.


A transmissão da tuberculose ocorre de forma aérea, de pessoa para pessoa, por meio de partículas em forma de aerossóis contendo bacilos que são liberados no ar através da fala, tosse ou espirro de uma pessoa infectada e com tuberculose ativa. Ao entrar no corpo, os bacilos precisam chegar nos pulmões para que a infecção de fato aconteça. Muitas pessoas vivem com os bacilos e nem sequer sabem disso, pois têm a infecção em sua forma latente (adormecida/inativa), isso acontece porque o sistema imunológico humano não é capaz de destruir estes bacilos, mas eles ficam presos dentro de macrófagos (células de defesa do organismo) e podem ficar assim durante toda a vida da pessoa e nunca sair do estado latente, no entanto, quando a imunidade daquela pessoa cai muito ou é comprometida, os bacilos encontram condições favoráveis para se duplicar, formar colônias e assim o corpo começa a apresentar os sintomas da doença ativa.


Os bacilos então começam a causar uma grande reação inflamatória nos tecidos ao redor e os pulmões reagem com a produção de muco, daí então vem a tosse excessiva, que é a principal característica da doença. Os bacilos destroem os alvéolos (parte da estrutura pulmonar onde ocorrem as trocas gasosas) e tendem a causar o rompimento de vasos sanguíneos, a tosse então começa a apresentar muco e sangue.


Fatores e grupos de risco


A infecção por HIV aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento de tuberculose ativa e de ela ser letal, a tuberculose é uma das principais causas de mortalidade em pessoas vivendo com HIV.


Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que o risco de desenvolvimento de tuberculose ativa é 25 vezes maior em uma pessoa que vive com o vírus HIV em comparação à uma pessoa que não vive com o vírus. Muitas vezes a infecção por HIV só é descoberta quando a pessoa já está apresentando os sintomas da tuberculose ativa. Além disso, a tuberculose extrapulmonar (quando a doença afeta outros órgãos além dos pulmões), ocorre principalmente em pessoas que vivem com HIV e que têm o sistema imunológico comprometido. Esta forma da doença pode atingir o cérebro, causando meningite tuberculosa, que é altamente mortal.


Outros grupos de risco são:


  • Indígenas;

  • Pessoas privadas de liberdade;

  • Crianças pequenas, especialmente com idade inferior a 5 anos;

  • Pessoas em situação de rua.


Idade avançada, uso de medicamentos que reduzem a ação imunológica e doenças crônicas e tabagismo podem favorecer a aparição da tuberculose ativa.


Sintomas


O sintoma característico da doença é a tosse persistente por três semanas ou mais, seja ela seca ou com a presença de muco.


Outros sintomas são:


  • Febre vespertina;

  • Transpiração excessiva;

  • Dor no peito;

  • Cansaço;

  • Falta de apetite;

  • Perda de peso;

  • Expectoração com sangue (em casos mais graves).


Diagnóstico


O diagnóstico de tuberculose é feito por meio de exames bacteriológicos e exames de imagem, são eles:


  • Baciloscopia;

  • Teste rápido molecular para tuberculose;

  • Cultura para micobactéria;

  • Radiografia de tórax.


Tratamento


Uma vez confirmado o diagnóstico, deve ser iniciado o tratamento, que é feito à base de fármacos. Os fármacos utilizados são:


  • Rifampicina;

  • Isoniazida;

  • Pirazinamida;

  • Etambutol.


Normalmente o tratamento tem a duração de ao menos seis meses e a orientação é que seja feito no regime TDO (Tratamento Diretamente Observado), ao menos durante os dias úteis, pois além de prestar apoio e monitoramento ao paciente, existe a supervisão por parte dos profissionais de saúde durante o ato de ingestão dos medicamentos pelo paciente. Dessa forma há a garantia de que os medicamentos estão sendo ingeridos de forma correta e no horário correto, aumentando assim as chances de que o tratamento seja bem sucedido e reduzindo a probabilidade de que a bactéria desenvolva resistência aos medicamentos.


É necessário que o paciente entenda que se trata de uma doença de alto risco, principalmente se não for tratada corretamente. Todos os pacientes devem realizar o tratamento até o fim, mesmo sendo longo.


Prevenção


Existe uma vacina chamada de BCG (bacilo Calmette-Guérin), a qual protege as crianças da forma mais grave da doença. Esta vacina deve ser recebida pela criança ao nascer ou até os 4 anos de idade.


Outra forma de prevenção é o tratamento da infecção em estado latente, principalmente em pessoas do grupo de risco que tiveram contato com alguém com tuberculose, evitando assim o desenvolvimento de tuberculose ativa nessas pessoas.


Nota: O tratamento da infecção em estado latente é feito apenas mediante os critérios para indicação do tratamento preventivo.


Cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço ao tossir e manter ambientes ventilados ajudam a evitar a propagação da bactéria.


Como a tuberculose ativa tem uma probabilidade muito maior de acontecer em pessoas vivendo com HIV, a prevenção contra a infecção por HIV também se torna eficaz contra a tuberculose, por isso, é importante lembrar-se de sempre de usar preservativo durante as relações sexuais quando ambos os envolvidos não são parceiros fixos e exclusivos e/ou não fizeram o teste de HIV.


O tabagismo afeta negativamente o sistema imunológico, além de outros muitos malefícios à saúde, por isso, dizer NÃO ao fumo também ajuda a evitar a aparição de tuberculose ativa.


A tuberculose é uma doença séria, no Brasil a cada ano ocorrem aproximadamente 70 mil novos casos e 4,5 mil mortes em consequência da doença. Já em um cenário mundial, o número de óbitos chega a ser superior a um milhão, de acordo com o Ministério da Saúde. Caso você perceba os sintomas da tuberculose, não deixe de buscar atendimento médico.


Para finalizar, gostaríamos de reforçar uma informação muito importante:


Em casos de diagnóstico confirmado de tuberculose e consequentemente o início de um tratamento, mesmo que a doença pareça ter sido curada, o tratamento da tuberculose não deve ser interrompido antes do seu término. A interrupção dos medicamentos faz com que as bactérias se fortaleçam ao invés de morrerem e se tornem mais resistentes, infelizmente a resistência a medicamentos é uma característica comum da bactéria da tuberculose. É importante seguir corretamente e rigorosamente as orientações médicas para que assim o tratamento seja bem sucedido.


Referências: Ministério da Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Dr. Drauzio Varella, Manual MSD



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