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Câncer de Pele

Atualizado: Mar 7


Uma grande parte dos estados do Brasil tem os seus dias marcados por sol forte e temperaturas elevadas, independente da estação do ano. Dadas estas circunstâncias, muitas pessoas diariamente se expõe ao sol quando este está em alta intensidade e, seja por falta de informação, descuido ou negligência, a proteção solar acaba sendo deixada de lado e isso pode causar sérios danos ao maior órgão do corpo humano, isso mesmo, estamos falando da pele.


Imagine uma pessoa (iremos chamá-la de Joana), que trabalha como entregadora em uma das regiões quentes do país, levando os pedidos desde os restaurantes até as residências dos clientes em sua cidade e utilizando uma motocicleta para se locomover entre os endereços. O horário de trabalho da Joana é das 8h da manhã até as 15h30, ou seja, a sua jornada de trabalho passa por horários onde os raios solares são mais intensos e, para piorar, Joana sempre busca vestir roupas que não cobrem seus braços, por causa do calor, e poucas vezes se lembra de usar protetor solar. Sabemos que o meio de transporte utilizado por ela para realizar seu trabalho deixa a pele totalmente exposta aos raios solares. Imagine só a intensidade dos danos causados à pele de Joana a médio e longo prazo. Continuando com esta rotina e abrindo mão da proteção contra os raios solares intensos, Joana tem grandes chances de desenvolver câncer de pele.


O câncer de pele ocorre quando há o crescimento anormal das células presentes na composição da pele e pode ser dividido em dois tipos:


Câncer de pele melanoma


"O câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e é mais frequente em adultos brancos. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés." (Instituto Nacional do Câncer, 2020)

Este tipo de câncer ocorre com a menor frequência dentre os tipos de câncer de pele, no entanto, é o tipo mais grave por ter altas chances de disseminação do câncer para outros órgãos (metástase). Se não detectado de forma precoce, o prognóstico deste tipo de câncer não é bom, e sua taxa de mortalidade é alta.


Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença. O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, a “pinta” ou o “sinal”, em geral, mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento. Por isso, é importante observar a própria pele constantemente, e procurar imediatamente um dermatologista caso detecte qualquer lesão suspeita. Essas lesões podem surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente, embora sejam mais comuns nas pernas, em mulheres; nos troncos, nos homens; e pescoço e rosto em ambos os sexos. (Sociedade Brasileira de Dermatologia)


Câncer de pele não melanoma


O câncer de pele não melanoma é o mais comum no Brasil, tem a menor taxa de mortalidade dentre os tumores de pele e alta probabilidade de cura se diagnosticado precocemente. Este tipo de câncer pode deixar sérias lesões na pele, se não tratado de forma adequada.

O câncer de pele não melanoma é dividido em subtipos, sendo os mais frequentes:


Carcinoma basocelular: Este tipo de tumor é o que ocorre com maior frequência dentre os tumores de pele e é caracterizado por uma ferida ou nódulo que demora a evoluir.


Carcinoma epidermoide ou espinocelular: O carcinoma epidermoide é consideravelmente mais agressivo e invasivo que o basocelular, e pode também vir a desenvolver a metástase.


Fatores de Risco


O câncer de pele pode se desenvolver em qualquer pessoa, mas há um maior risco naquelas as quais os fatores de risco são presentes. Estes fatores são:


  • Exposição ao sol de forma prolongada e repetida;

  • Histórico familiar de câncer de pele;

  • Doenças cutâneas;

  • Pele clara, olhos claros, albinos ou sensíveis à ação dos raios solares;

  • Exposição à câmaras de bronzeamento artificial.


Diagnóstico


O diagnóstico do câncer de pele é realizado através do exame clínico, pode ser utilizado um exame chamado de "Dermatoscopia", que permite visualizar através de um aparelho as camadas da pele não vistas a olho nu. Para a confirmação do diagnóstico, pode ser solicitada a biópsia, que consiste na remoção de uma pequena amostra de tecido para análise laboratorial.


Estes exames possibilitam além do diagnóstico positivo ou negativo para câncer de pele, confirmar se, em caso positivo, se trata de câncer de pele melanoma ou não melanoma.


Detecção precoce


Sobre o câncer de pele não melanoma:


“Deve-se suspeitar de qualquer mudança persistente na pele, seja o aparecimento de um nódulo, uma ferida que não cicatriza em até quatro semanas, uma mancha vermelha, um nódulo ou ferida que sangra ou forma crosta [...].” (Instituto Nacional de Câncer, 2020)


Já sobre o câncer de pele melanoma, há uma metodologia recomendada pelos médicos dermatologistas que serve como guia para as pessoas reconhecerem os sinais deste tipo de câncer. Esta metodologia se chama Regra do ABCDE, e é feita através da análise de manchas na pele com base nos indicadores abaixo



*Os itens marcados com asterisco indicam que provavelmente (mas não obrigatoriamente) se enquadram naquelas definições.


Você poderá observar as características da coluna "Maligno" na imagem abaixo:



Nota: Ao notar qualquer sinal suspeito, mesmo que de caráter benigno de acordo com o teste ABCDE, deve ser procurado o atendimento de um médico especialista e não se restringir apenas à metodologia ABCDE, esta metodologia serve apenas para o auxílio da identificação dos sinais do câncer pelo próprio paciente e não substitui uma avaliação médica.


Tratamento


Há várias opções de tratamento para o câncer de pele, a opção escolhida irá depender do tipo de câncer de pele e do estágio em que se encontra.


Câncer de pele não melanoma


A cirurgia é o tratamento mais utilizado, removendo assim o tumor e as células cancerígenas. A radioterapia pode também ser incluída em alguns casos. Uma outra opção menos invasiva, porém também menos eficaz que a cirurgia de remoção, é a “criocirurgia”, que consiste na destruição do tumor através de congelamento por nitrogênio líquido. Nesta opção não há corte ou sangramento, é indicada para o tratamento de tumores pequenos e é contra indicada para o tratamento de tumores invasivos.


Além destes, a Imunoterapia, a quimioterapia e medicamentos orais também podem ser utilizados. A melhor opção de tratamento deve ser avaliada por um médico especializado em câncer de pele.

Câncer de pele Melanoma


"A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase (o câncer já se espalhou para outros órgãos), o melanoma, hoje, é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter como objetivo postergar a evolução da doença, oferecendo chance de sobrevida mais longa a pacientes que anteriormente tinham um prognóstico bastante reservado." (Instituto Nacional de Câncer, 2020)

Prevenção


A principal medida de prevenção contra o câncer de pele é evitar a exposição solar intensa e/ou repetida, principalmente nos horários em que os raios solares estão mais fortes. Caso seja necessária a exposição solar por diversos motivos, é altamente recomendado utilizar formas de proteção, que pode ser o conjunto de dois ou mais itens a seguir:


  • Sombrinhas e guarda sol;

  • Óculos com proteção UV;

  • Roupas com proteção UV;

  • Chapéus de abas largas;

  • Protetor solar com fator de proteção solar (FPS) mais alto possível;

  • Protetor labial.


Todas as formas de câncer de pele precisam ser diagnosticadas com antecedência para que o tratamento seja bem sucedido. Para que isso aconteça, é necessário ter atenção a qualquer mancha ou lesão anormal na pele, levando em conta também os sintomas já descritos neste texto e, em caso de sintomas suspeitos, deve ser buscado o atendimento médico especializado.


Você se lembra da Joana? Agora que você pôde entender melhor sobre o câncer de pele e as medidas de prevenção, compartilhe conosco nos comentários quais orientações você daria a ela para proteger sua pele e assim prevenir o câncer de pele e outras possíveis complicações.


Fontes: Instituto Nacional de Câncer (1, 2), Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Drauzio Varella, Manual MSD



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