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Asma

Atualizado: Mar 7



Doenças respiratórias tornaram-se ainda mais preocupantes em tempos de uma pandemia causada por um vírus que afeta justamente o sistema respiratório do corpo humano. Uma dessas doenças é a Asma, que é causada pela inflamação das vias aéreas ou brônquios, tubos cuja função é levar o ar para dentro dos pulmões.


“Em uma crise de asma (às vezes chamada surto ou exacerbação), os músculos lisos dos brônquios se contraem, fazendo com que os brônquios se estreitem (chamado broncoconstrição). Os tecidos que revestem as vias aéreas incham devido à inflamação e secreção de muco nas vias aéreas. A camada superior do revestimento das vias aéreas pode se lesionar e derramar células, estreitando ainda mais as vias aéreas.” (Manual MSD, 2019)


De forma resumida, uma crise asmática, os brônquios se inflamam, estreitam e tornam difícil e reduzida a passagem de ar.


Observe a imagem representativa abaixo, na esquerda, é possível ver um pulmão em seu estado normal, e na direita, é possível observar um pulmão com os brônquios estreitos e inflamados.





“As células que revestem os brônquios têm estruturas microscópicas, chamadas receptores. Esses receptores sentem a presença de substâncias específicas e estimulam a contração ou relaxamento dos músculos subjacentes, alterando, assim, o fluxo de ar.” (Manual MSD, 2019)

As substâncias mais comuns que causam esta reação são:


  • Mofo;

  • Poeira;

  • Fungos;

  • Pó;

  • Ácaro;

  • Fezes de barata;

  • Fumaça de cigarro;

  • Poluição do ar ambiente;

  • Fortes odores;

  • Infecções virais;

  • Perfume;

  • Ar seco ou extremamente frio.


Estresse emocional e a prática de exercícios mais pesados podem piorar os sintomas, os quais veremos mais à frente.


“O estreitamento das vias aéreas geralmente é causado por sensibilidade anormal de receptores colinérgicos, que faz com que os músculos das vias aéreas se contraiam quando não deveriam. Certas células das vias respiratórias, particularmente os mastócitos, são tidas como responsáveis por iniciar a resposta” (Manual MSD, 2019)


A asma não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas afetadas e pode se manifestar de forma diferente em uma mesma pessoa. Algumas vezes pode ser leve, outras vezes pode ser grave, se fazendo necessário atendimento médico de urgência e até mesmo internação.


Causa


Ainda e desconhecida a causa da asma, mas acredita-se que está relacionada a uma combinação de fatores genéticos (casos de problemas respiratórios na família) e fatores externos, como ambientais.


Sintomas

"O asmático tem tosse freqüente, prolongada, geralmente durante a noite, nem sempre com catarro; chiado, cansaço, opressão no peito com dificuldade para respirar. Esses sintomas podem aparecer juntos ou ocorrer isoladamente. A existência de tosse crônica ou a falta de ar ao praticar exercícios físicos podem ser sintomas de asma." (Biblioteca Virtual em Saúde, 2013)

Classificação


A asma pode ser classificada quanto à sua gravidade, que leva em consideração a recorrência da aparição dos sintomas e a interferência na vida da pessoa.


Intermitente: Os sintomas aparecem em até 2 dias por semana, mas não há interferência nas atividades realizadas pela pessoa no dia a dia;


Leve persistente: Alguns sintomas ocorrem mais de 2 vezes por semana e limitam de forma reduzida as atividades realizadas pela pessoa no dia a dia;


Moderada persistente: Alguns sintomas ocorrem todos os dias e limitam algumas atividades realizadas pela pessoa no dia a dia.


Grave persistente: Muitos ou todos os sintomas ocorrem diariamente e causam grande limitação nas atividades realizadas pela pessoa no dia a dia.


Diagnóstico


O diagnóstico da Asma é principalmente clínico, o médico irá perguntar sobre os sintomas (falta de ar, cansaço, chiados no peito, tosse, produção de muco, dificuldade para fazer suas atividades do dia a dia ou exercícios físicos), a frequência com que acontecem e em quais horários. É importante responder às perguntas com o máximo de precisão e detalhes possíveis. Posteriormente, exames de função pulmonar (espirometria) são utilizados para a confirmação do diagnóstico.


Curiosidade: Você sabe como funciona a espirometria? Este exame mede a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões durante a respiração, assim como a velocidade com que isso acontece. Para a sua realização, o paciente deve assoprar em um tubo conectado ao espirômetro (aparelho que irá realizar a medição). Através dos números informados pelo aparelho, será possível identificar se o paciente tem asma ou não.


Tratamento


A asma não tem cura, mas o tratamento tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida da pessoa por reduzir a intensidade e frequência dos sintomas e até mesmo fazê-los desaparecer. A escolha sobre como será feito o tratamento será definida de acordo com o histórico clínico do paciente, os sintomas apresentados e avaliação do médico especialista considerando também o resultado dos exames realizados e a gravidade da asma.


A maioria dos pacientes é tratada com dois tipos de medicação:


Medicação de controle: Este tipo de medicação serve para evitar o aparecimento dos sintomas e as crises de asma.

Medicação de resgate: Este tipo de medicação serve para aliviar os sintomas durante suas manifestações.

"As medicações controladoras reduzem a inflamação dos brônquios. As principais medicações controladoras são os corticoides inalados isolados ou em associação com uma droga broncodilatadora de ação prolongada. As medicações controladoras diminuem o risco de crises de asma e evitam a perda futura da capacidade respiratória. O uso correto da medicação controladora diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio." (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, 2015)

Para que o tratamento seja bem sucedido, o paciente deve seguir rigorosamente as orientações de uso dos medicamentos, além disso, o paciente receberá orientações de autocuidado, incluindo orientações para a redução da exposição à fatores que desencadeiam os sintomas da asma.


Uma vez que a causa da asma é desconhecida, as medidas de prevenção servem para prevenir o aparecimento dos sintomas e não a existência da doença na pessoa. Estas medidas de prevenção consistem em evitar os fatores desencadeadores dos sintomas da asma e manter um estilo de vida saudável.


Cuidado! A asma é perigosa e pode causar a morte caso venham a acontecer crises muito intensas e não esteja sendo aplicado o tratamento adequado. Uma crise extrema pode causar ataque súbito e parada respiratória. Além disso, pessoas portadoras de asma tem maior risco de desenvolver graves complicações se infectadas pelo novo coronavírus, por isso, o cuidado precisa ser dobrado.


Quando bem controlada, a maioria dos portadores de asma pode levar uma vida completamente normal, desde que sejam seguidas as orientações médicas sobre a medicação, seja evitado o contato com gatilhos que desencadeiam a aparição dos sintomas da asma e sejam feitas consultas periódicas com o médico especialista.


E mais uma vez lembramos a você que, abandonar o fumo (ou nunca começar a fumar) e manter o peso e a alimentação adequados, assim como também a prática de exercícios físicos fazem bem para a saúde de modo geral.


Fontes: Ministério da Saúde, Blog da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Dr. Drauzio Varella, Manual MSD, Minha Vida



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