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Como Evitar a Febre Amarela?



Pode ser surpreendente saber que há uma variedade de doenças que podem ser transmitidas por mosquitos, estas doenças muitas vezes causam sintomas graves e podem ser fatais se não houver tratamento a tempo.


O que vem à sua mente quando você ouve as palavras “Aedes aegypti”? Você pensou em dengue, não foi? O nome deste mosquito é comumente associado à dengue devido aos surtos da doença que ocorreram há um tempo atrás e a massiva distribuição de orientações para evitar a proliferação do mosquito, afim de controlar e reduzir os casos de dengue, que pode vir a ser uma doença fatal. Mas a dengue, embora seja a principal, está longe de ser a única doença transmitida por este mosquito, e a febre amarela, a qual abordaremos neste artigo, é uma delas.


O Aedes aegypti, no entanto, também não é o único mosquito a transmitir a doença, mas antes de abordarmos mais a fundo sobre os mosquitos transmissores, vamos entender um pouco melhor sobre a doença em si e o que ela causa no organismo.


A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, causada por um arbovírus do gênero Flavivirus febricis, que pertence à família Flaviviridae.


Lembrete: Arbovírus são vírus transmitidos por mosquitos.


Após a picada do mosquito infectado, o vírus leva cerca de 3 a 6 dias em período de incubação no organismo humano e os seguintes sintomas aparecem na fase inicial da doença:


  • Febre;

  • Dor no corpo (principalmente na região das costas);

  • Náuseas;

  • Vômitos;

  • Fraqueza;

  • Cansaço.


Algumas pessoas não apresentam sintomas, e na maioria dos casos que apresentam, os sintomas desaparecem após 3 ou 4 dias. Parte das pessoas que desenvolveram os sintomas iniciais (cerca de 15%) apenas aparentam ter melhorado, mas após algumas horas ou um dia com ausência dos sintomas, a febre retorna e a pessoa passa a apresentar uma forma grave da doença, na qual vários órgãos do corpo são atingidos, principalmente o fígado e os rins. Neste estágio, outros sintomas aparecem:


  • Febre;

  • Urina escura;

  • Dor abdominal;

  • Vômitos;

  • Hemorragia (principalmente partindo do trato gastrointestinal).


Se uma pessoa vai ou não desenvolver a fase grave da doença, dependerá da resposta imunológica de cada um, da condição de saúde e demais fatores relacionados.


Na fase grave, é comum que a pessoa apresente icterícia, que é a tonalidade amarelada na pele e nos olhos, por isso o nome “febre amarela”, além disso, podem ocorrer sangramentos na boca, no nariz, nos olhos e também no estômago.


O choque e a falência de múltiplos órgãos são possíveis consequências nesta fase da febre amarela, estima-se que 20 a 50% das pessoas que desenvolvem a fase grave da doença não sobrevivem. É importante que aconteça a busca por atendimento médico assim que surgirem os primeiros sintomas.


A febre amarela é uma doença endêmica (se manifesta principalmente em uma região específica), e no Brasil, a região afetada é a região amazônica e, ocasionalmente, a região extra-amazônica.


A transmissão da febre amarela é classificada de duas formas:


  • Silvestre;

  • Urbana.


A partir dessas classificações, entram em cena os mosquitos transmissores que falamos anteriormente.


Se a transmissão ocorre em áreas rurais ou florestais (silvestre), o vírus pode ser transmitido pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que têm hábitos silvestres. Neste cenário, o hospedeiro do vírus é o macaco e não o ser humano, os mosquitos se tornam transmissores ao picarem macacos infectados e assim disseminam o vírus ao picarem outros macacos. Pessoas passam a ser infectadas quando entram no ambiente silvestre.


Quando uma pessoa infectada em ambiente silvestre retorna ou vai para o ambiente urbano e é picada pelo mosquito Aedes aegypti, este mosquito se torna infectado e passa a transmitir a o vírus para outras pessoas na cidade.


Observe o processo de transmissão do vírus de forma resumida abaixo:



Curiosidade: O vírus não pode ser transmitido de um macaco diretamente para uma pessoa, e nem de uma pessoa para outra, a transmissão ocorre apenas com a presença do mosquito.


O diagnóstico de febre amarela tende a não ser fácil, pois os sintomas iniciais podem facilmente ser confundidos com outras doenças. A confirmação do diagnóstico é feita através dos seguintes exames:


  • RT-PCR (para detecção do vírus em estágio inicial);

  • ELISA e PRNT (para a detecção de anticorpos em estágios mais avançados).


Ao comparecer ao atendimento médico com sintomas da doença, é importante que o paciente informe ao médico se reside ou esteve em áreas de risco de febre amarela, assim como se é vacinado ou não, e, em caso positivo, há quanto tempo foi vacinado.


Não existem medicamentos contra a febre amarela, o que significa que o tratamento é feito de forma a tratar os sintomas e a manter o paciente hidratado, com pressão arterial controlada, em repouso e sob observação. Estes cuidados tendem a contribuir para uma melhor recuperação.


Em casos mais graves, os pacientes são atendidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de forma a reduzir as complicações e também o risco de óbito.


A melhor forma de prevenção contra a febre amarela é a vacinação, pessoas que residem ou planejam visitar áreas de risco devem se vacinar contra a doença. A vacina é segura, raramente causa efeitos colaterais graves e apenas uma dose é necessária para que uma pessoa fique permanentemente imunizada.


O Ministério da Saúde alerta que a vacina deve ser recebida ao menos 10 dias antes de a pessoa estar em um local de risco, além disso, crianças com idade inferior a 9 meses não recebem a vacina, para elas, é indicado o uso cuidadoso de repelente e mosquiteiros.


Locais com florestas, matas e rios, onde os hospedeiros e mosquitos transmissores podem viver são considerados áreas com recomendação de vacinação. Confira aqui a lista de municípios que fazem parte destas áreas com recomendação, pelo Ministério da Saúde. Na lista, estes municípios podem ser identificados pela legenda à direita (ACRV) e cor de fundo destacada.


Evitar a possibilidade de proliferação do mosquito Aedes aegypti também é uma ação preventiva da doença em áreas urbanas. Além disso, se você estiver viajando ou residir em áreas com recomendação de vacinação e observar macacos mortos, é importante comunicar às autoridades sanitárias locais, pois a mortalidade de macacos pode indicar que a doença está circulando ativamente naquela região e este aviso pode ajudar a intensificar o cuidado com as pessoas e reduzir possíveis infecções.


Fique atento, antes de viajar, se informe com autoridades de saúde se a região ou país para onde você vai viajar recomenda ou exige que você esteja vacinado (a) contra a febre amarela.


Referências: Ministério da Saúde, Organização Pan Americana de Saúde, Dr. Drauzio Varella



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