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Prevenção Contra a Gripe H1N1



Há pouco mais de uma década atrás, a Organização Mundial de Saúde declarava o surgimento de uma nova pandemia, uma infecção por vírus que atacava o sistema respiratório humano causando muitas vezes complicações graves, podendo ser letais. Talvez você possa pensar: “Mas estas são características da Covid-19, não são?”


São sim, mas por que então tamanha similaridade com outra pandemia? A verdade é que, ao longo dos anos, o sistema respiratório humano tem sido vítima de vírus e combinações de vírus que causaram diversas epidemias e pandemias, muitas delas altamente letais.

No ano de 2009, houve o surto de uma gripe perigosa e muito transmissível, esta condição foi causada por um subtipo de vírus da gripe resultante da combinação de genes dos vírus causadores das gripes suína (nome que a doença ficou popularmente conhecida), aviária e humana.


Esta combinação é descendente do vírus que causou a pandemia conhecida como “Gripe Espanhola” no século 20, além disso, variações do vírus da gripe (influenza) foram responsáveis por diversas epidemias de gripe durante este mesmo século.


Vamos relembrar um pouco?


No mês de Abril do ano de 2009, os hospitais na Cidade do México identificaram pacientes jovens com pneumonia em estado grave relacionada a uma infecção gripal. Um ponto intrigante é que jovens não costumam apresentar complicações sérias em consequência da gripe (conhecida como gripe comum). Iniciou-se então a coleta de amostras e dados que foram enviados a laboratórios dos Estados Unidos e do Canadá, uma vez que os laboratórios mexicanos não possuíam no momento a tecnologia necessária para a análise e detecção daquele vírus. No mesmo mês, os laboratórios confirmaram que os quadros se tratavam de infecção por uma recombinação de genes do vírus A H1N1, de origem suína.


Em um período de dois meses, a doença já havia sido identificada em cerca de 120 países. Esta combinação desconhecida pelo sistema imunológico humano é bem mais agressiva que a gripe comum e seu maior perigo está no desenvolvimento de complicações como insuficiência respiratória, pneumonia, síndrome respiratória aguda grave e outras. Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que a pandemia de H1N1 entre 2009 e 2010 foi responsável por pelo menos 18.449 mortes no mundo.


Como ocorre a transmissão do vírus H1N1?


A forma de transmissão do vírus H1N1 também é similar à do Coronavírus, a transmissão ocorre de pessoa para pessoa através de gotículas no ar liberadas quando alguém infectado tosse, espirra ou fala, também pode ocorrer pelo contato com superfícies e objetos infectados, quando as mãos são levadas posteriormente ao nariz, boca ou olhos.


A transmissão não ocorre pelo consumo de carne suína, uma vez que o vírus é eliminado durante o preparo/cozimento.


Quais são os sintomas desta infecção?


Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, a principal diferença é a potencial possibilidade de desenvolvimento de complicações, afetando principalmente pessoas jovens. Os sintomas são:


  • Febre;

  • Tosse;

  • Dor de cabeça;

  • Dores nas articulações;

  • Dores musculares;

  • Dor de garganta/inflamação na garganta;

  • Vômitos;

  • Diarreia.


Como ocorre o diagnóstico da Gripe A - H1N1?


O diagnóstico pode ser confirmado pela análise de secreções coletadas da boca e nariz do paciente, após a análise dos sintomas.


Como é feito o tratamento desta infecção?


O tratamento pode ser feito de forma a amenizar os sintomas ou com a utilização de medicamentos antivirais.


Como a infecção pode se desenvolver de forma branda, o tratamento dos sintomas junto com o repouso e a ingestão de maiores quantidades de líquidos pode ser uma opção, mas se o paciente apresentar sintomas mais graves ou for portador de doenças crônicas e outras condições de saúde que requerem cuidados especiais, os medicamentos antivirais são utilizados para o tratamento.


Prevenção


A principal e melhor forma de prevenção contra a gripe causada pelo vírus H1N1 é a vacinação, e este é o ponto para o qual queremos chamar sua atenção.


No próximo mês, a partir do dia 12 de abril, será iniciada a campanha de vacinação contra a gripe, que acontecerá até o dia 09 de Julho. Se você faz parte do grupo prioritário para o recebimento desta vacina, é importante que fique atento às datas para que não se esqueça de se vacinar.


Os grupos prioritários para o recebimento da vacina são, de acordo com o Ministério da Saúde:


  • Crianças com idade entre 6 meses e 6 anos de idade;

  • Trabalhadores de saúde;

  • Gestantes e mulheres em período pós parto (até 45 dias após o parto);

  • População indígena;

  • Idosos com idade superior a 60 anos;

  • Professores;

  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;

  • Pessoas portadoras de deficiência;

  • Funcionários que trabalham em transportes coletivos;

  • Funcionários do sistema prisional;

  • População privada de liberdade;

  • Caminhoneiros;

  • Forças armadas;

  • Forças de segurança e salvamento;

  • Jovens entre 12 e 21 anos que estão sob medidas socioeducativas.


A vacina é segura e eficaz, utiliza um fragmento das cepas em combinação do vírus da gripe/ influenza inativado: H1N1 pdm09, H3N2 e linhagem B/Victoria. Esta vacina é conhecida como “Vacina Trivalente”.


Existe algo diferente sobre esta campanha no ano de 2021, a vacinação contra a gripe ocorrerá simultaneamente à vacinação contra o Coronavírus. Será que existe algum perigo em receber as duas vacinas simultaneamente ou em um período muito curto de tempo?


Não se sabe, por isso, não é recomendado o recebimento das vacinas de forma simultânea ou com um curto período de tempo de diferença, uma vez que não há estudos suficientes sobre os efeitos que os dois imunizantes causariam se aplicados desta forma. A recomendação é que primeiro seja recebida a vacina contra a Covid-19, e depois seja recebida a vacina contra a gripe, respeitando um intervalo de 14 dias entre as duas.


Embora a pandemia de Gripe A - H1N1 tenha acabado, o vírus continua existindo e pessoas ainda morram todos os anos por causa da doença. A vacina é a melhor chance de evitar as infecções e o desenvolvimento de complicações graves na saúde em consequência delas.

Por isso, fique atento (a) e não dispense a oportunidade de proteger sua saúde.


Referências: Organização Pan Americana de Saúde, Blog da Saúde, Ministério da Saúde, Dr. Drauzio Varella, Manual MSD, Bem Estar



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