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Prevenção Contra a Dengue

Atualizado: Jan 7



Com a indesejada chegada de novas enfermidades ou novos surtos de algumas doenças já conhecidas em determinadas regiões ou de forma generalizada pelo mundo, como no caso da COVID-19, a atenção e as medidas de prevenção acabam sendo prioritariamente para a doença de maior risco no momento, e essa atitude não está errada, no entanto, é importante não deixar de lado as medidas de prevenção contra outras doenças, principalmente quando há a presença de fatores de risco no local onde vive, na família (genética) ou na rotina da pessoa.


Estamos passando por uma pandemia causada pelo novo coronavírus, resultando na doença que já causou muitas fatalidades, conhecida como COVID-19. As chances de esta doença ser fatal tendem a aumentar bastante se a pessoa também estiver enfrentando outra doença simultaneamente.


Neste artigo falaremos sobre a dengue, que é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitidos através de picadas de insetos) que pertence à família dos flavivírus e pode levar à morte em seu estado grave.


Você sabia? Existem quatro diferentes tipos de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4) e ambos os quatro podem causar as diferentes formas da doença: clássica, com sinais de alarme e grave. Uma pessoa pode vir a ser infectada pelos quatro sorotipos da dengue, no entanto, a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente contra o mesmo. Em outras palavras, uma pessoa fica imune a um tipo da doença após a recuperação, no entanto, ainda pode ser infectada pelos outros três tipos da doença.


As condições do ambiente e a temperatura mais elevada em países tropicais, juntamente com as chuvas favorecem a proliferação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Este mosquito é facilmente identificado devido à sua aparência que, embora parecida com a do pernilongo (culex), tem de principal diferença sua coloração preta com visíveis listras brancas nas patas. Observe na imagem abaixo:


A fêmea Aedes aegypti pode depositar até 100 ovos em locais ou recipientes que são propícios a acumular água, esta evacuação dos ovos acontece em mais de um local pelo mesmo mosquito, o que significa que, a partir de um único inseto, centenas de outros podem nascer em diferentes locais de um mesmo ambiente. Os ovos podem sobreviver por até um ano e meio sem água, e, quando há o contato com a água parada, os ovos rapidamente se transformam em larvas, que se tornam pupas, que se tornam o mosquito adulto. O ciclo desde o contato com a água parada até o desenvolvimento do mosquito para a fase adulta leva em torno de 7 dias. O tempo de vida de um mosquito Aedes aegypti varia de 35 a 45 dias, tempo suficiente para as fêmeas infectadas transmitirem a doença para um grande número de pessoas.


A infecção da dengue no mosquito ocorre ao picar uma pessoa infectada, já a infecção da dengue em uma pessoa ocorre apenas através da picada de um inseto fêmea Aedes aegypti infectado, ou seja, a doença não é contagiosa de pessoa para pessoa.


Curiosidade: Apenas os mosquitos fêmeas Aedes aegypti picam os humanos, pois precisam do sangue para o processo de amadurecimento dos ovos.


As picadas do popularmente conhecido como “mosquito da dengue”, ocorrem em sua maioria durante o dia, no início da manhã e no fim da tarde, e tendem a não causar coceira ou inchaço.


Agora que você entendeu ou relembrou sobre o mosquito, abordaremos mais sobre a doença transmitida por ele.


Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele. (Ministério da Saúde, 2019)

A doença costuma passar por duas fases, a segunda delas ocorre após cerca de três dias desde o início dos sintomas, quando eles regridem e posteriormente retornam com uma menor intensidade, A maioria dos casos de tem cura espontânea depois de 10 dias, embora a fadiga possa persistir por algumas semanas.


A dengue com sinais de alarme apresenta, além dos sintomas já descritos:


  • Dor intensa e contínua na região abdominal ou em resposta ao toque;

  • Tontura ao levantar;

  • Vômitos;

  • Sangramento nas mucosas ou outros tipos de hemorragia;

  • Acúmulo de líquido nas cavidades do corpo;

  • Aumento do fígado;

  • Aumento do volume dos glóbulos vermelhos ou hemácias no volume total do sangue.


Este quadro pode rapidamente evoluir para um caso de dengue grave, no qual há risco de morte. O atendimento médico é de extrema importância.


A dengue grave é uma complicação potencialmente fatal devido ao vazamento de plasma, acúmulo de líquidos, dificuldade respiratória, hemorragia grave ou insuficiência de órgãos. Os sinais de alerta ocorrem entre 3 e 7 dias após os primeiros sintomas em conjunto com uma diminuição da temperatura corporal (abaixo de 38° C/100° F) e incluem: intensa dor abdominal, vômito persistente, respiração rápida, sangramento na gengiva, fadiga, inquietação e sangue no vômito. As 24-48 horas que seguem a fase crítica podem ser letais; é necessária assistência médica adequada para evitar complicações e risco de morte. (Organização Pan Americana da Saúde, 2019)

A queda da pressão arterial pode levar o choque hemorrágico, que é quando há a perca de cerca de um litro de sangue devido à hemorragia, o que faz com que o coração não tenha capacidade de bombear sangue suficiente para todo o corpo. Os sintomas do choque incluem: transpiração excessiva, palidez, alteração da temperatura corporal, perda de consciência e a queda brusca da pressão arterial.


A dengue em estado grave pode ainda causar manifestações neurológicas, como:


“[...] Delírio, sonolência, coma, depressão, irritabilidade, psicose, demência, amnésia, sinais meníngeos, paresias, paralisias, polineuropatias, síndrome de Reye, síndrome de Guillain-Barré e encefalite”. (Ministério da Saúde, 2007, p. 7)


Curiosidade: Uma segunda infecção de dengue tende a ser mais grave que a primeira, mesmo sendo por um sorotipo diferente. Além disso, o risco de desenvolvimento de dengue grave é maior para quem tem doenças crônicas.


O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais para realizar o isolamento do vírus no sangue ou exames sorológicos para detectar a presença de anticorpos produzidos pelo sistema imunológico contra o vírus.


Infelizmente não há um medicamento para combater a dengue, o tratamento é paliativo e consiste principalmente em repouso e hidratação oral e/ou venosa.


A automedicação é completamente contra indicada em casos de suspeita de dengue, pois alguns medicamentos (medicamentos à base de ácido acetilsalicílico [Aspirina, Melhoral, AAS] e anti-inflamatórios) podem causar hemorragia e piorar qualquer quadro de dengue já existente.


Curiosidade: Existe uma vacina contra a dengue que está disponível apenas na rede privada de saúde, e deve ser aplicada apenas em alguém que já foi infectado alguma vez pelo vírus da dengue.


Ao notar os sintomas, deve ser buscado o atendimento médico e deve haver, mesmo que em domicílio, o acompanhamento atencioso dos sintomas e de sua possível evolução para evitar o atraso em recorrer ao atendimento médico em caso de evolução para dengue grave ou choque hemorrágico.


A melhor forma de prevenção contra a dengue é evitar o mosquito transmissor e a sua proliferação.


“[...] É importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros. (Biblioteca Virtual em Saúde, 2007)


Caso haja piscina em sua casa, é importante que a água seja tratada com cloro e que haja a limpeza semanal. O uso de inseticidas e repelentes devidamente registrados na Anvisa e seguindo as regras de segurança também são aliados no combate ao Aedes aegypti.

Confira aqui todas as recomendações de prevenção contra o mosquito transmissor da dengue.


E lembre-se, apenas se todos tomarem as medidas de prevenção poderemos acabar com a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Você está nessa conosco?


Fontes: Ministério da Saúde (1, 2, 3, 4), Biblioteca Virtual em Saúde, Blog da Saúde, Organização Pan Americana da Saúde, Manual MSD, Veja Saúde, Dr. Drauzio Varella (1, 2, 3), Diretoria de Vigilância Epidemiológica



#CuidamosDissoPraVocê



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