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Entenda sobre o Lúpus



O Lúpus é uma doença rara, inflamatória e autoimune (nome dado quando os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico da pessoa atacam os próprios tecidos do corpo por engano). A causa do Lúpus ainda não é clara, porém, estudos indicam que a pré-disposição genética, a exposição a raios ultravioleta, o uso de certos tipos de medicamentos (tais como hidralazina, procainamida, e isoniazida), o hormônio estrógeno e infecções são fatores envolvidos no desenvolvimento do lúpus. A sua manifestação pode se apresentar das seguintes formas:


Lúpus Eritematoso Discoide ou Lúpus Cutâneo: Forma da doença que afeta apenas a pele.


Lúpus Eritematoso Sistêmico: Forma da doença em que a inflamação ocorre no organismo e não se limita apenas à pele, podendo comprometer diversos órgãos. Alguns casos de lúpus discoide podem evoluir para lúpus sistêmico.


Os sintomas do lúpus podem surgir de repente ou se desenvolverem lentamente, e também podem desaparecer por um tempo e reaparecer.


Os principais sintomas são:

  • Febre;

  • Fotossensibilidade;

  • Lesões na pele após exposição solar;

  • Manchas na pele;

  • Vermelhidão no nariz e nas bochechas em forma de asa de borboleta (um dos principais sintomas);

  • Feridas na boca e no nariz;

  • Dor nas articulações;

  • Fadiga;

  • Dificuldade na respiração;

  • Taquicardia;

  • Tosse seca;

  • Dor de cabeça;

  • Confusão mental;

  • Convulsões;

  • Desconforto geral.

Sobre o principal sintoma, a Sociedade Brasileira de Reumatologia trás informações mais detalhadas:


"Lesões de pele: ocorrem em cerca de 80% dos casos, ao longo da evolução da doença. As lesões mais características são manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, denominadas lesões em asa de borboleta (a distribuição no rosto lembra uma borboleta) e que não deixam cicatriz. As lesões discóides, que também ocorrem mais frequentemente em áreas expostas à luz, são bem delimitadas e podem deixar cicatrizes com atrofia e alterações na cor da pele. Na pele também pode ocorrer vasculite (inflamação de pequenos vasos), causando manchas vermelhas ou vinhosas, dolorosas em  pontas dos dedos das mãos ou dos pés. Outra manifestação muito característica no LES é o que se chama de fotossensibilidade, que nada mais é do que o desenvolvimento de uma sensibilidade desproporcional à luz solar. Neste caso, com apenas um pouco de exposição à claridade ou ao sol, podem surgir tanto manchas na pele como sintomas gerais (cansaço) ou febre. A queda de cabelos é muito frequente mas ocorre tipicamente nas fases de atividade da doença e na maioria das pessoas, o cabelo volta a crescer normalmente com o tratamento."


Mas não se encerra por aí, a depender dos órgãos afetados, caso se trate de lúpus sistêmico, podem ocorrer complicações renais, cardíacas, pulmonares, gastrointestinais, além de problemas relacionados ao sangue e ao sistema nervoso. Neste caso também haverão os sintomas relacionados ao(s) órgão(s) afetado(s).


Embora também afete homens, o lúpus afeta majoritariamente as mulheres e a tendência é que haja dificuldade para engravidar ou para o seguimento da gestação. Mulheres portadoras de lúpus que desejam engravidar devem planejar bem a gestação para um período em que a doença esteja bem controlada e que esteja sendo feito o uso de medicamentos que não prejudiquem o feto.


A doença afeta principalmente pessoas com idade entre 20 e 45 anos.

Diagnóstico:


Existe uma lista de critérios sintomáticos desenvolvida pelo Colégio Americano de Reumatologia para o diagnóstico do lúpus, na qual além da maioria dos sintomas descritos acima, estão incluídos:

  • Desequilíbrio ou anormalidade do sistema imunológico;

  • Fator antinúcleo (também conhecido como FAN) com resultado positivo.

A apresentação simultânea de ao menos quatro dos critérios é considerada característica da doença.


A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) explica que:


"Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza. Outros testes laboratoriais como os anticorpos anti-Sm e anti-DNA são muito específicos, mas ocorrem em apenas 40% a 50% das pessoas com LES. Ao mesmo tempo, alguns exames de sangue e/ou de urina podem ser solicitados para auxiliar não no diagnóstico do LES, mas para identificar se há ou não sinais de atividade da doença. Existem critérios desenvolvidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, que podem ser úteis para auxiliar no diagnóstico do LES, mas não é obrigatório que a pessoa com LES seja enquadrada nesses critérios para que o diagnóstico de LES seja feito e que o tratamento seja iniciado."


Além disso, são solicitados exames laboratoriais e exame físico completo. Pode ser solicitada também uma biópsia renal, no caso de os rins serem órgãos afetados.

Tratamento:


Por ser uma doença crônica, não há cura para o lúpus, mas o tratamento visa controlar a doença e promover uma melhor qualidade de vida para os seus portadores.


O tratamento inclui proteção solar e poderá ser diferente de acordo com o tipo de lúpus e região ou órgão afetados. Os medicamentos antimaláricos (como cloroquina ou hidroxicloroquina), utilizados no combate à malária, mas que também reduzem as inflamações no organismo, são muito utilizados no tratamento do lúpus pois evitam que a doença entre em atividade e se manifeste, embora ela continue no organismo. Em casos de alta atividade da doença se utilizam os corticoides. A dosagem dos medicamentos é definida de acordo com o estado da mesma, e, no segundo caso (utilização de corticoides), deve ocorrer o acompanhamento dos efeitos colaterais dos medicamentos.


Ainda sobre as formas de tratamento, a Sociedade Brasileira de Dermatologia informa que:

“O lúpus da pele pode ser tratado com cremes ou injeções locais com medicação que reduz a inflamação. Formas pulmonares, renais e cerebrais de lúpus necessitam de outras drogas que reduzem a imunidade (imunossupressoras), e que, muitas vezes, requerem internação hospitalar ou infusões diretamente na veia. Uma equipe multidisciplinar com reumatologistas, neurologistas, nefrologistas e pneumologistas pode ser necessária.”


Prevenção:


Infelizmente não há medidas de prevenção específicas para a doença, mas o diagnóstico e tratamento precoce promovem o menor dano ao organismo. Isso ressalta a importância da atenção aos sintomas e a procura de atendimento médico.


Para os portadores do lúpus, o fumo é estritamente contraindicado, também deve ser evitado o consumo de álcool e de outras drogas. Além disso, devem ser evitados o uso de anticoncepcionais e a exposição solar.

Como recomendações podemos citar a prática de atividades físicas moderadas e uma dieta balanceada e saudável.


Fontes: Ministério da Saúde, Dr. Drauzio Varella, Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Manual MDS, Minha Vida



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