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O Que é Pneumonia?



Infecções que afetam o sistema respiratório sempre foram uma preocupação, ainda mais desde que surgiu a pandemia de Covid-19.


Neste artigo, explicaremos a você sobre a pneumonia, uma infecção que pode afetar os alvéolos, que são as partes dos pulmões onde ocorrem as trocas gasosas, ou os tecidos ao redor deles.


O espaço onde ficam os alvéolos precisa estar extremamente limpo. Quando há a entrada de algum agente infeccioso, acontece uma inflamação intensa, que é característica da pneumonia.


As vias aéreas são expostas de forma constante a agentes infecciosos (tais como bactérias e vírus), principalmente o nariz e a boca. Sabendo disso, como será então que os pulmões não estão constantemente infectados? A resposta é que, para lidar com esses micro-organismos, os pulmões têm um mecanismo de defesa que consegue combater boa parte dos agentes infecciosos.


No entanto, se a imunidade da pessoa estiver baixa ou se houver a entrada de um micro-organismo altamente infeccioso, ou ainda se houver a entrada de muitos micro-organismos infecciosos de uma vez, pode ser que o mecanismo de defesa dos pulmões não seja suficiente para combater o vírus, bactéria, fungo ou parasita, e então ocorre a infecção.


Importante: A pneumonia também pode ser causada pela inalação de substâncias químicas tóxicas ou pela entrada de secreções (saliva ou vômito) ou até partes de alimentos nas vias aéreas.


A pneumonia pode ser adquirida em comunidade (fora de ambiente hospitalar ou ambiente de cuidados médicos) ou em ambiente hospitalar. Quando a pneumonia é adquirida em ambiente hospitalar, é possível que seja mais perigosa e resistente ao tratamento.


Sintomas


Os sintomas comuns de uma infecção nos alvéolos pulmonares são:


  • Tosse com expectoração (normalmente com muco espesso amarelado ou esverdeado);

  • Falta de ar;

  • Dor no tórax (causada pela respiração com os alvéolos inflamados);

  • Mal estar;

  • Alteração na pressão arterial;

  • Confusão mental;

  • Febre alta;

  • Calafrios;

  • Excesso de toxinas na corrente sanguínea.


É possível que os sintomas variem de pessoa para pessoa ou a depender do agente causador da pneumonia.


Fatores de risco


Pessoas que sofreram lesões ou que realizaram procedimentos médicos nas regiões do tórax e do abdome e que sintam dificuldade para respirar normalmente ou tossir, podem estar mais propensas a adquirirem pneumonia, pois se uma pessoa não consegue tossir ou respirar fundo há uma maior chance de que micro-organismos se acumulem e entrem nas vias aéreas.


Doenças pulmonares pré-existentes, tais como a bronquite, podem facilitar uma infecção causadora de pneumonia.


O fumo de cigarro ou outros derivados de tabaco é um fator de risco muito forte, porque é o causador de uma reação inflamatória que acaba facilitando a entrada de micro-organismos infecciosos nos pulmões, além de, por si só, já conter diversas substâncias tóxicas e cancerígenas.


Outros fatores que facilitam o desenvolvimento da pneumonia são:


  • Gripes e resfriados;

  • Mudanças bruscas de temperatura (que podem levar ao resfriado);

  • Ar condicionado (deixa o ar do ambiente seco, facilitando a infecção);

  • Sistema imunológico comprometido ou imunidade baixa;

  • Sistema imunológico em desenvolvimento (bebês e crianças pequenas);

  • Idade avançada;

  • Dificuldade de engolir;

  • Ingestão de bebidas alcoólicas (devido à menor capacidade de coordenação do sistema respiratório e a redução da imunidade causada pelo álcool).


Diagnóstico


Sabe quando os médicos utilizam um aparelho (normalmente um estetoscópio) para ouvir os sons produzidos por nossos órgãos (normalmente pulmões e coração) e identificar uma possível anormalidade? Essa técnica, chamada de “auscultação”, é o primeiro passo para identificar a pneumonia, há um chiado característico da inflamação nos alvéolos que pode ser identificado pelos médicos.


Além disso, o exame clínico e a radiográfica da região do tórax são utilizados em conjunto para confirmar o diagnóstico.


Complicações


A pneumonia pode causar complicações graves, como por exemplo:


  • Insuficiência respiratória;

  • Queda brusca de pressão arterial;

  • Baixo nível de oxigênio no sangue (a infecção pode impedir a função natural dos alvéolos);

  • Empiema (acúmulo de pús no espaço entre o pulmão e a parede torácica);

  • Abscesso pulmonar (bolsa de pús dentro de um tecido).


Tratamento


O tratamento para a pneumonia vai depender principalmente do agente causador. Podendo ser feito o uso de medicamentos:


  • Antibióticos (para o tratamento de pneumonias bacterianas);

  • Antivirais (para o tratamento de pneumonias virais, quando necessário);

  • Antifúngicos (para o tratamento de pneumonias fúngicas);

  • Antiparasitários (para o tratamento de pneumonias causadas por parasitas).


Em parte dos casos de pneumonia causada por vírus, o vírus é eliminado naturalmente pelo sistema imunológico do organismo. Quando isso não acontece ou é observado o agravamento da infecção, é indicado o tratamento medicamentoso.


Importante: A pneumonia viral é desencadeada por vírus que afetam o sistema respiratório, como o vírus da Influenza e o Coronavírus.


Existem situações onde os pacientes precisam ficar internados e podem precisar da ajuda de aparelhos para auxiliar com a respiração.


Prevenção


Abandonar ou nunca recorrer ao fumo já é uma forte medida de prevenção para evitar a pneumonia e muitas outras complicações de saúde.


Caso você seja adepto às bebidas alcoólicas, é importante beber com moderação, pois, como você já viu anteriormente nesse texto, o álcool pode diminuir a coordenação do sistema respiratório e diminuir a imunidade.


Se você trabalha, estuda ou fica constantemente em ambientes com ar condicionado, é importante beber muita água para compensar o ar seco que fica no ambiente e facilitar a eliminação de qualquer micro-organismo estranho dos pulmões através do muco.


Evite a exposição à baixas temperaturas sem as roupas adequadas, uma vez que este comportamento pode causar resfriados, que podem facilitar uma infecção que venha a causar a pneumonia.


Referências: Dr. Drauzio Varella, Manual MSD



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