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O Que é um Aneurisma Cerebral?



Você já ouviu falar em aneurisma?


Esta palavra não muito comum se refere a uma condição de saúde em que há uma dilatação anormal de uma artéria.


Quando há uma parede mais frágil em uma artéria, a pressão sanguínea força essa região e faz com que se forme ali uma dilatação, como uma pequena bexiga ou balão, que vai crescendo lentamente.


Um fato interessante é que um aneurisma pode tanto romper e causar sérias complicações de saúde quanto permanecer sem rompimento durante toda a vida da pessoa.


Para entender melhor como esta dilatação afeta uma artéria, observe a imagem abaixo:



Um aneurisma pode se desenvolver em qualquer artéria do corpo humano, porém, o aneurisma cerebral é um dos mais graves, com alta taxa de mortalidade, seguido pelo aneurisma da aorta torácica e aneurisma da aorta abdominal.


Agora que você pôde entender melhor ou lembrar sobre o que é um aneurisma, iremos neste artigo abordar mais detalhadamente sobre o aneurisma cerebral.


Os aneurismas maiores, quando pressionam outras áreas do cérebro, causam sintomas correspondentes à região afetada.


Exemplo: se a dilatação pressionar uma região com nervos ópticos, pode causar disfunção visual.


Já quando um aneurisma cerebral se rompe, causa uma hemorragia no tecido cerebral que pode resultar em um Acidente Vascular Cerebral (AVC).


Antes da ruptura total do aneurisma, no entanto, pode haver um pequeno sangramento, que trás consigo sintomas como:


  • Dor de cabeça súbita e muito intensa;

  • Náuseas;

  • Vômitos;

  • Perda da consciência.


Se isso acontecer, a busca por atendimento médico deve ser feita imediatamente. Caso a ruptura aconteça seguida de uma grande hemorragia, a pessoa pode vir a falecer imediatamente.


Uma pessoa pode passar anos ou a vida inteira sem saber que tem um aneurisma cerebral, pois é, na maioria das vezes, uma condição silenciosa, o que pode fazer com que o paciente sinta os sintomas apenas quando está se iniciando uma ruptura.


Sendo um problema silencioso e grave, é importante ter atenção aos fatores de risco, que são:


  • Pré-disposição genética;

  • Hipertensão;

  • Fumo;

  • Diabetes;

  • Ingestão de álcool em excesso;

  • Níveis descontrolados de colesterol e triglicérides.


A hipertensão é o principal fator de risco, tanto para o desenvolvimento quanto para a ruptura de aneurismas.


Estima-se que aproximadamente um terço dos pacientes não sobrevive a uma ruptura de aneurisma, um terço sobrevive com sequelas graves, e apenas um terço restante tem uma melhor recuperação.


Um aneurisma cerebral pode ser diagnosticado através de exames como angiotomografia (que é uma modalidade ou variante da tomografia computadorizada) e a angiorressonância magnética.


O tratamento é feito através de um procedimento cirúrgico, uma vez diagnosticado, deve haver uma avaliação para analisar se a cirurgia trará mais ou menos riscos que a probabilidade de evolução natural do aneurisma (já que também há a possibilidade de o aneurisma nunca romper), considerando o tamanho e localização do mesmo, assim como o histórico e estado de saúde do paciente.


Existem duas formas de tratamento cirúrgico:


  1. Cirurgia tradicional: Nesta opção, um clipe metálico é colocado na base do aneurisma, excluindo-o da circulação sanguínea e preservando a artéria que estava o nutrindo.

  2. Embolização endovascular: Nesta opção menos invasiva, um cateter é introduzido na virilha e levado até a localização do aneurisma. Este cateter leva consigo pequenas molas que são enroladas no interior do aneurisma, fazendo-o coagular e impedindo o sangramento.


A escolha do tipo de tratamento que será utilizado também irá depender de fatores relacionados ao estado e tamanho do aneurisma e às condições de saúde do paciente.


Curiosidade: A probabilidade de desenvolvimento de aneurismas é mais comum a partir dos 50 anos de idade, podendo ocorrer antes devido à combinação de fatores como fumo e ingestão excessiva de álcool.


Agora vamos à parte mais importante deste artigo: como é possível prevenir esta condição de saúde silenciosa e tão perigosa?


Evitar os fatores de risco controláveis é a principal medida de prevenção, ou seja, estamos falando de dizer NÃO ao fumo de tabaco e derivados e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Se uma pessoa é hipertensa, a necessidade de evitar esses fatores é ainda maior.


Lembre-se que cigarro é cheio de substâncias cancerígenas e é responsável por causar muitos problemas de saúde e falecimentos que poderiam ser evitados.


E já que não podemos falar sobre aneurisma sem falar sobre hipertensão, manter a pressão arterial controlada também é uma medida de prevenção importante. Mudanças na alimentação, tais como a redução no consumo de sal e colesterol e a prática de exercícios físicos podem ajudar. Para mais detalhes, consulte também o nosso artigo sobre a hipertensão.


É importante também lembrar que muitas pessoas não sobrevivem a rompimentos de aneurismas, não existem medicamentos para tratá-los e eles fazem parte das principais causas de AVC hemorrágico.


É um tanto assustador, não é?


Não permita que fatores de risco que podem ser evitados sejam responsáveis por causar esta e outras complicações em sua saúde.


Referências: Dr. Drauzio Varella, Biblioteca Virtual em Saúde, Manual MSD, Rede Brasil AVC



#CuidamosDissoPraVocê



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