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Prevenção ao Suicídio (Setembro Amarelo)

Atualizado: Set 10


O mês de Setembro é marcado por uma campanha de extrema importância com o objetivo de salvar vidas. A campanha conhecida como “Setembro Amarelo” tem o intuito de conscientizar, trazer informações, orientações e apresentar as opções de ajuda disponíveis para a prevenção do suicídio.


Segundo dados divulgados pela campanha, há registros aproximadamente de 12 mil casos de suicídios anualmente no Brasil e mais de 01 milhão no mundo, e cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão ligados a transtornos mentais, destes a Depressão e o Transtorno Bipolar são os mais recorrentes, assim como o abuso de substâncias.


Outras situações podem desencadear o desejo de suicídio, tais como:

  • Problemas financeiros;

  • Problemas familiares;

  • Discriminação por sexualidade ou identidade de gênero;

  • Agressões;

  • Rejeição;

  • Solidão;

  • Luto;

  • Doenças crônicas ou incapacitantes.

Estima-se que aproximadamente 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados se as vítimas tivessem recebido ajuda tanto de profissionais quanto de pessoas ao redor, mas para que as pessoas recebam a ajuda necessária e cada vez mais casos de suicídio não venham a acontecer, é necessário que todos tenham um melhor entendimento sobre o assunto e saibam como agir caso sejam notadas tendências suicidas em si ou em outros.


As pessoas que tomam esta atitude na maioria das vezes estão passando por um elevado sofrimento e não conseguem enxergar, no momento, uma saída ou solução para o(s) problema(s) ou situação ruim que se encontram. Essa sensação tende a ser causada ou impulsionada pelos transtornos mentais, que fazem com que o problema pareça não ter solução e pareça ser impossível suportar por mais tempo.


Consegue imaginar essa situação?


Idealize um jovem rapaz andando descalço e de olhos vendados com uma venda espessa, cheia de amarras e de difícil remoção, por um caminho muito estreito e cheio de pedras e buracos, descendo ao redor de uma alta montanha por vários dias. Ele sente os pés machucados e se machuca cada vez mais ao pisar nas pedras que não pode ver, e, ao tentar desviar, se desequilibra e o vento forte quase o faz cair, além disso, ele não sabe o quão próximo está da beira e isso faz com que seus passos não sigam a direção correta e o levam para a queda, que por muito pouco ele consegue evitar. A venda nos olhos não o permite ver o caminho para que ele possa desviar das pedras e buracos e se manter mais afastado da beira para que não caia. O fim da montanha (a solução), onde ele estará a salvo, pode estar poucos metros à sua frente, mas ele não consegue ver por causa da venda. Ele não faz ideia de onde esta “saída” está e acha que não conseguirá chegar lá, e todos os obstáculos, o medo, o cansaço e a dor o fazem querer desistir e propositalmente caminhar descuidado rumo à queda ou simplesmente se deixar cair. Sem a venda, ele poderia desviar das pedras e buracos, e andar afastado da beira, para evitar cair, e também seria capaz de visualizar o inicio da montanha, finalmente o fim daquele caminho extremamente perigoso e doloroso e caminharia até lá. Imagine que a venda nos olhos daquele rapaz são os transtornos mentais, eles o impedem de ver a solução para a situação em que se encontra.


Como é possível ajudar alguém que se encontra como este rapaz na montanha?


Muitos podem se perguntar: “Ele não poderia usar as mãos para tirar a venda?”, Sim e não.

Sim, ele poderia, com certa dificuldade, usar as mãos para remover a venda, mas se utilizamos a venda para comparar a um efeito dos distúrbios mentais em casos de suicídio, ele provavelmente não perceberia a venda em seus olhos, ou, se percebesse, teria muita dificuldade de removê-la sozinho.


Na maioria das vezes, as pessoas dão indícios de que tem a intenção de tirar a própria vida. Infelizmente estes indícios muitas vezes passam despercebidos pelas pessoas ao redor ou não são interpretados como algo sério. Falar sobre a própria morte, expressar falta de esperança ou falta de visão de futuro, estar com baixa autoestima ou apresentar uma visão negativa da vida são sinais de tendências suicidas, como também o isolamento social, ansiedade e mudanças no humor. Estes sinais podem se expressar através das atitudes, fala, escrita ou até mesmo desenhos.


O Ministério da Saúde adverte que, pessoas com intenção de tirar a própria vida podem também dizer frases óbvias, mas que muitas vezes são má interpretadas, tidas como exagero ou tentativa de chamar atenção. Algumas frases exemplificadas pelo Ministério são:

  • "Vou desaparecer”;

  • “Eu preferia estar morto”;

  • “Vou deixar vocês em paz”;

  • “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar”;

  • “Eu não aguento mais”;

  • “Os outros vão ser mais felizes sem mim”;

  • “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar”.

Ficar atento aos sinais e buscar conversar e saber ouvir uma pessoa que está precisando de ajuda é uma das formas mais eficazes de começar ajudá-la e evitar que algo muito ruim aconteça. O Ministério da Saúde listou as seguintes orientações caso seja percebido um comportamento suicida:

  • “Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio”;

  • “Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento”;

  • “Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa”;

  • “Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa”;

  • "Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo".

Um profissional de saúde mental poderá diagnosticar e iniciar o tratamento a transtornos mentais, trazendo gradualmente àquela pessoa a um estado onde ela poderá se sentir bem e enxergar um futuro e as possibilidades (como tirar gradualmente as amarras da venda do rapaz na montanha até que ela caia).


Reforçamos a existência do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), e do Centro de Valorização da Vida (CVV), cuja função é disponibilizar apoio emocional e ouvir, com sigilo, a todos que precisem conversar, e se necessário e, se a pessoa permitir ou pedir, podem ser indicados locais onde a pessoa conseguirá ajuda. O atendimento é feito através de telefone (ligação gratuita para o número 188), e-mail ou chat, através do site.


Se você, leitor, estiver precisando de ajuda, por favor, acesse www.cvv.org.br.


O suicídio faz com que problemas que têm solução destruam vidas, muitas vezes jovens, com muitos anos para viver. Não vamos permitir que isso aconteça.


Fontes: Ministério da Saúde, Setembro Amarelo, Dr. Drauzio Varella



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